Em muitas culturas e religiões aprendemos que quando fazemos algo ruim, iremos pagar por isso. E certamente iremos pois é a lei de causa e efeito. Só que nunca se sabe quando e como. Afinal, não temos controle sobre o nosso destino ou qualquer outro palavra que damos a isso.

Mas como gostamos de saber tudo, inclusive o que está além ou acima de nós, muitas vezes nos perguntamos porque sofremos demais ou de menos. E esse parâmetro só podemos ter porque estamos nos comparando com o outro: mais que o outro, menos que o outro.

Nesse texto em específico, pretendo tratar de quando questionamos “por que fulano nasceu numa vida miserável e eu tô aqui no bem bom?”; ou até mesmo “por que eu cometi erro semelhante a ciclano e saí ileso enquanto ele está sofrendo?”. Em algum momento podemos até desejar sofrer mais para nos igualar a pessoas que, na nossa cabeça, padecem sem motivo.

Acontece que desde de que o mundo é mundo, pessoas nascem em circunstâncias diferentes. Existem explicações espirituais e científicas para isso, mas nenhuma delas passa pela nossa escolha. A terra é como é e desejar sofrer mais não vai ajudá-la a entrar em equilíbrio.

Assim como os demais, você sofre o que deve sofrer e possui os recursos que precisa possuir. Agora o que você faz com isso já fica a seu critério. Você pode não ser a pessoa que mais sofre, mas pode ajudar os que padecem. Não controlamos o que já se é mas podemos aperfeiçoar os nossos direcionamentos.

Mais eficaz que se culpar é se manter bem, com as boas condições que possui, mantendo o discernimento e vivendo uma vida digna. Através desse bom cuidado com o corpo, a mente e o espírito, além de passar pelo próprio sofrimento de forma mais amena, ainda pode ajudar outros a alcançar esse ritmo.

Ninguém pode dizer o quanto você merece sofrer ou não sofrer, nem você mesmo. O sofrimento é algo que sempre vai dar uma passada pela nossa vida, então não o peça pois ele virá de qualquer jeito, da maneira que for necessária. É preciso confiar mais no que é de cada um e no que é seu.

Escrito por Sarita Deoli

Nordestina, advogada e graduanda em psicologia. Criou o Trago o Sol para falar sobre as relações do ser humano com si mesmo e com o mundo. Acredita no valor do autoconhecimento e do conhecimento em si. Tem mais esperança do que antigamente e insiste que não está aqui só de passagem.

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